Segunda-feira, Maio 14, 2012

Edgard Scandurra

Edgard Scandurra (Edgard José Scandurra Pereira), instrumentista (guitarra e bateria), compositor, cantor e produtor, nasceu em São Paulo, SP, em 05/02/1962. No final da década de 1970 foi influenciado pelo surgimento do punk inglês, principalmente os grupos The Jam, Sex Pistols e The Clash. Nessa época, estudava no Colégio Bráulio Machado, onde conheceu o vocalista Nasi, com quem formou o grupo Ira!.

Participou também de conjuntos como o Ultraje a Rigor, Smack e Mercenárias, todos de São Paulo.

Com Marcos Nasi (voz), Dino (baixo) e Charles Gavin (bateria), integrou a banda de rock Ira! formado na cidade de São Paulo, em 1980. O nome do conjunto se refere ao Exército Republicano Irlandês (Irish Republican Army), grupo terrorista que luta contra o domínio inglês na Irlanda do Norte. Ainda no ano da sua formação, se apresentava abrindo shows para a Gang 90 & As Absurdettes, no Pub Vitória, em São Paulo. Nessa época, o grupo contava com Charles Gavin (Titãs) na bateria, depois substituído por André Jung e o baixista Dino, mais tarde substituído por Ricardo Gaspa.

Em 1983, ainda fazendo parte do Ira!, lançou um compacto com duas composições suas. 

Entre 1985 e 2001, fez arranjos, produziu e tocou nos discos do grupo, sendo o principal de seus compositores. Fazendo parte da banda lançou vários discos, entre eles, o LP Vivendo e não aprendendo, de 1986 que vendeu 165.000 cópias alavancado pelos sucessos de Flores em você, de sua autoria, incluída na trilha sonora da telenovela O Outro, da Rede Globo.

Em 1989, lançou seu primeiro disco solo, Amigos invisíveis, no qual interpretou de sua autoria Quero voltar pra casa, Estamos nesse, Amor em B.D, Minha mente ainda é a mesma, Amigos invisíveisBem vindo Daniel e Gritos na multidão, um dos primeiros sucessos do grupo Ira!. Neste primeiro disco, tocou todos os instrumentos, exceto o piano.

No ano de 1996, pelo selo Rockj It, lançou o disco Benzina, no qual interpretou Um olho na ponta de cada dedo (c/ Arnaldo Antunes), Tantas nuvens (c/ Ciro Pessoa e Carlos Barnack) e Gera, parceria com  Arnaldo Antunes, entre outras.

De 1996 a 2001 lançou vários discos como integrante da banda de rock Ira!, como "Entre seus rins", lançado em 2001 pela gravadora Deck Disc.

No ano de 2007, com o término oficial da banda Ira!, passou a trabalhar mais assiduamente com o parceiro Arnaldo Antunes.

Em 2012, em parceria com Arnaldo Antunes (ex-Titãs) e o músico Toumani Diabaté, de Mali (África), lançou o CD A curva da cintura (Selo Rosa Celeste/Especial MTV).

Discografia

Solo :  1989 - Amigos Invisíveis (WEA); 1996 - Benzina (Rock It); 2003 - Dream Pop (ST2 Records); 2004 - Benzina Remixes (ST2 Records); 2006 - Amor Incondicional (ST2 Records); 2010 - Edgard Scandurra Ao Vivo (Cultura Marcas).

Ira! :  Ira! (vinil compacto) (1983); Mudança de Comportamento (1985); Vivendo e Não Aprendendo (1986); Psicoacústica (1988);  Clandestino (1989); Meninos da Rua Paulo (1991); Música Calma para Pessoas Nervosas (1993); 7 (1996); Você Não Sabe Quem Eu Sou (1998); Isso É Amor (1999); MTV ao Vivo (2000); Entre Seus Rins (2001); Acústico MTV (2004); Invisível DJ (2007).

Smack:  Ao Vivo No Mosh (1984); Noite e Dia (1985); 3 (EP) (2008).

Arnaldo Antunes: Nome (1993); Ninguém (1995); O Silêncio (1997); Um Som (1998); Paradeiro (2001); Qualquer (2006); Iê Iê Iê (2009); Ao Vivo Lá Em Casa (2010); Especial MTV - A Curva da Cintura (ao lado de Toumani Diabaté) (2011); Acústco MTV - Arnaldo Antunes (2012).

Pequeno Cidadão: Pequeno Cidadão (2009)

Fontes: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Ed Wilson

Ed Wilson (Edson Vieira de Barros), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29/07/1945, e faleceu na mesma cidade em 04/10/2010. Fez parte do movimento da Jovem Guarda, fundou a banda Renato e seus Blue Caps junto com seu irmão Renato Barros e no final de sua carreira esteve ligado à música gospel.

Foi criado no bairro carioca de Piedade. Seus irmãos Renato Barros e Paulo César Barros, fazem parte do grupo Renato e Seus Blue Caps onde Ed Wilson iniciou sua carreira musical e permaneceu até 1961.

Em 1962, Ed Wilson iniciou sua carreira solo e posteriormente o próprio grupo Renato e Seus Blue Caps gravou uma música sua (denominada Comanche).

Nos anos 90, Ed Wilson regravou uma coletânea de sucessos da Jovem Guarda ao lado de artistas da MPB como Erasmo Carlos, Leno e Lilian, Wanderléia e Golden Boys. No meio gospel, teve suas músicas regravadas por Alex Gonzaga, vocalista da banda Novo Som. Passou também por diversas gravadoras como RCA, Odeon, CBS, Line Records e Top Gospel.

Foi um dos criadores da banda The Originals em 2005 onde gravou os três CDs/DVDs da banda.

Ed Wilson permaneceu alguns dias internado no Hospital São Lucas, no bairro carioca de Copacabana. O artista enfrentava há algum tempo uma luta contra um câncer na tireóide, vindo a óbito na madrugada do dia 4 de outubro de 2010.

Discografia

1962 - Nunca mais / Juro meu amor - Odeon
1963 - Doidinha por mim / Telefonema - Odeon
1963 - Ed Wilson - Odeon
1964 - Sabor de sal / Bronzeadíssima - RCA
1964 - O carro do papai / Patrulha da cidade - RCA
1965 - Doce esperança / Como te adoro menina - RCA
1966 - Verdadeiro amor - CBS
1983 - Chuva de Bênçãos - Copacabana
1993 - Te Amo Tanto - Line Records
1994 - Minha Estrada - Line Records
1997 - Uma Força No Ar - Line Records
1997 - Seleção de Ouro - Line Records
2003 - Fé E Vitória - Top Gospel

Fonte: Wikipédia.   
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Sábado, Maio 12, 2012

Badeco

Badeco (Emmanoel Barbosa Furtado), instrumentista e cantor, integrava em 1944 o conjunto Os Irapurus. Entusiasta do violão, assistia sempre aos programas em que o famoso compositor e instrumentista Garoto (Aníbal Augusto Sardinha) participava na Rádio Nacional, surgindo assim uma grande amizade que se consolidou no ano seguinte.

Depois disso, Badeco integrou o conjunto Os Tupiniquins e finalmente participou da primeira formação oficial do conjunto Os Cariocas, no qual atuou como terceira voz e violonista. Com este grupo, gravou diversos discos e participou de inúmeros shows no Brasil e no exterior.

Em 1987, foi o responsável pela volta do conjunto - que teve sua atividade suspensa por 21 anos -, quando levou seus integrantes para ouvir a harmonia criada pelo pianista Alberto Chimeli para a música "Da cor do pecado", de Bororó. O pianista insistiu em ver a harmonia na voz do grupo e, com isso, deu o impulso que faltava para a volta do conjunto.

Um de seus últimos trabalhos com o grupo foi a gravação da faixa Chansong, no CD em homenagem a Tom Jobim, lançado pela Lumiar, da qual participou também no arranjo ao lado de Severino Filho.

Fontes: Sovaco de Cobra; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Cacau de Queiroz

Cacau de Queiroz (Cláudio Araujo Chamié de Queiroz), instrumentista (saxofonista e flautista) e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 25/03/1953. Iniciou a carreira profissional em 1974, integrando as orquestras dos maestros Jorge André, Cipó, Gui de Moraes e Paulo Moura. Ainda nessa ano, participou como solista principal de show realizado por Baden Powell no Teatro Opinião (RJ).

Em 1975, atuou em shows de Gal Costa, Dorival Caymmi, João Donato e Paulo Moura e no ano seguinte foi morar em Nova York, onde tocou ao lado de Walter Booker, Rashid Ali e Tommy Turrentine, entre outros.

Fez shows com Paulo Moura em 1977. Neste mesmo ano, passou a integrar o grupo de Hermeto Pascoal, com quem gravou os LPs Trindade, Zabumbê-bum-a e Montreux live. Participou de vários festivais e de uma turnê pela América do Sul em companhia de Dizzy Gillespie.

Paralelamente, entre 1975 e 1984 tocou com a orquestra da TV Globo, atuando principalmente em gravações de estúdio com Copinha, Zé Bodega, Maciel, Netinho e Aurino Ferreira, entre outros.

Em 1983, criou seu próprio grupo, Tempo Moderno, com Luis Alves e Theomar Ferreira, apresentando-se em vários espaços cariocas.

No ano seguinte, como integrante do quarteto de saxofones de Paulo Moura, apresentou-se na série instrumental da Rioarte, juntamente com Mauro Senise e Clovis Timoteo, em show realizado no parque da Catacumba (RJ).

Durante cinco anos consecutivos (de 1981 a 1985), foi apontado como Melhor Sax Tenor pela Sociedade Brasileira de Jazz.

Em 1986, mudou-se para a França. Nesse ano, foi convidado a participar da orquestra internacional da Rai Uno (TV italiana), ao lado de Bob Burgess (trombone), Jerry Dodgion (sax alto) e Jonh Mosca (líder da orquestra Village Vanguard - antiga Ted Jonnes Mel Lewis).

Em 1990 e 1991, fez parte da orquestra de Onzy Mathews.

Em 1997, lançou o CD Brasil do ferro e corda, contendo suas composições Trois amis à Paris e O sertão e o mar, ambas com Baden Powell, Ginga (c/ Edmundo Carneiro), Fieira, Swingue moreno, Campeão, Ferro e corda, Jangada à toa e Vera, entre outras.

Ao longo de sua trajetória, tocou com Nelson Cavaquinho, Cartola, Paulo Moura, Stan Getz, Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Baden Powell, Raul de Barros, Guio de Moraes, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, João Donato, Gal Costa, Edu Lobo, Maria Bethânia, Antonio Adolfo, Rosinha de Valença, entre outros.

Acompanhou Claude Boilling em turnês no Marrocos, em 2004 e 2005, e na Coréia, em 2007 e 2009.

Obra

Campeão, Ferro e corda, Fieira, Ginga (c/ Edmundo Carneiro), Jangada à toa, O sertão e o mar (c/ Baden Powell), Swingue moreno, Trois amis à Paris (c/ Baden Powell) e Vera.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB. 
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Domingo, Abril 29, 2012

Comendador Cotia

A centenária Casa da Cotia que se fez conhecidíssima na Av. Passos...
Já que a sua casa contava com uma grande freguesia de carnavalescos dando-lhe preferência na compra de fantasias e, bem assim, os cordões procuravam-na para confecção de adornos, o comendador Cotia fez-se reconhecido. No intuitivo interesse comercial resolveu também incentivar os festejos de Momo. A princípio, antecedendo-se aos crediários e facilitários hoje tão propagados, dividia em prestações suaves os pagamentos. Depois, provocando a emulação entre os grupos que consumiam seus estoques de cetins, belbutinas, gorgurões, veludos, arminhos etc., oferecia-lhes prêmios: liras, harpas, palmas e coroas.

Desse modo, desde seu início em 15 de agosto de 1853 (ou 52), na antiga Rua do Erário, mais tarde denominada do Sacramento e agora a atual Avenida Passos, a Casa da Cotia, que as picaretas estão botando abaixo, vinculou-se à principal festa do povo carioca. Firmou, igualmente, em sua existência de mais de um século, tradição sólida que não permite se assista desaparecer o velho estabelecimento sem recordar o quanto possível fatos de sua história no comércio da Sebastianópolis.

O armarinho do comendador

Ao tempo em que ainda tínhamos nas ruas os mascates envergados ao peso de maletas atufadas de fazendas e petrechos de costura, um português de sobrenome Cotia, portador de dignificante título de comendador, instalava modesto armarinho na Rua do Erário. Ali vendia ao menor preço possível e enfrentando a concorrência então bem agressiva, da qual dá expressiva mostra este excerto de um anúncio da Chapelaria Universal na Rua do Ouvidor nº 103, alardeando o motivo de sua barateza: “... para espancarem e desenferrujarem a língua os infamantes e invejosos e crapulosos”.

Maneiroso, ‘com jeito para a coisa’, via seu comércio crescer e as peças de fazenda iam desaparecendo das prateleiras através de vendagem, contínua, de côvados e a seguir da metragem hoje correntia. Tornou-se conseqüentemente popular a casa do Cotia, depois tornada a Casa da Cotia, tendo à porta, como símbolo até agora vigente, as figuras dos conhecidos roedores. Chegou, assim, até aos nossos dias passando da Monarquia para a República, somando anos e estabelecendo uma tradição que desaparece com o derrubar de suas paredes de sua fachada diante da qual cordões e ranchos desfilavam para receber os lauréis e prestar homenagem ao Comendador ou continuador da firma.

Vestindo e incentivando o Carnaval

Sem pretensões maiores do que arregimentar uma clientela numerosa capaz de lhe permitir prosperar, o comendador Cotia traçou uma diretriz seguida pelos seus sucessores até o momento de cerrar as portas para submeterem-se à demolição. Não adotou para sua casa nomes afrancesados como outras congêneres: “Bijou de La Moda”, “La Poupée”, “Maison Rouge”. Não se fazia anunciar também como magasin ou fornecedor da haute couture. Firmou-se, isto sim, como estabelecimento popular e marcou tal característica vendendo roupas de vestir, de cama e de mesa, mas dedicando-se principalmente a fornecer fantasias para o Carnaval: dominós, clowns, diabinhos, morcegos, caveiras etc., etc.

Ampliou em etapa natural do rumo de seu florescente comércio a participação da casa nos festejos carnavalescos, aprestando-se para confeccionar o vestuário dos zé-pereiras e dos cordões. E quando surgiram os ranchos, o próprio comendador e seus continuadores nas firmas que as foram formando para continuar a tradição da Casa da Cotia (ultimamente composta dos Srs. Mário José da Silva, Francisco Bastos Pinto e Leonel Campos Viegas) anunciavam em 1911 que tinham “oficina de pintura a cargo do hábil artista Charles Dun para executar qualquer estandarte”. Informava ao mesmo tempo a distribuição de cinco prêmios às agremiações que maiores compras fizessem.

Com préstito nas ruas

Ainda em 1911, quando contava com bom número de concorrentes dentre os quais A Bola de Ouro de Francisco Storina (fundada em 1879) e situada na Rua Sete de Setembro nº 164, e a Casa Fortuna, na Praça Onze de Junho, já tradicional estabelecimento dava participação efetiva ao Carnaval. No domingo, 12 de fevereiro, antecedendo-se ao desfile das três grandes sociedades e bem antes do tríduo de Momo, que foi de 26 a 28, o Grupo dos Prontos da Casa da Cotia comunicava a realização de “luxuosa e deslumbrante passeata com todo esmero e arte possíveis”. Apresentava em prosseguimento a descrição do préstito que teria dois carros alegóricos: Apoteose ao Reino Animal e Palanquim Oriental.

Iniciando o itinerário do cortejo na Avenida Passos, e levando-o até a Avenida Central com passagem pela Guarda Velha e Rua da Carioca, o referido Grupo tinha uma “comissão de frente rigorosamente trajada a rei da gafanha” precedendo “vibrante banda de clarins ricamente trajada de clowns trazendo no alto da sinagoga o vitorioso emblema da Casa da Cotia.” E do sucesso dessa passeata deu notícia no dia seguinte o Jornal do Brasil escrevendo: “... os tais prontos se apresentaram na avenida Central de ponto em branco, ricos e luzidios, arrancando do povo merecidos aplausos”.

Nênia também para a Cotia

Lamentando a morte por insolvência financeira de O Camiseiro, popularíssimo com suas ‘loucuras’ desde 1919 quando se fundou, o poeta Carlos Drummond de Andrade pediu uma nênia “à musa, da crônica”. Tem também merecimento a idêntico sentir a centenária Casa da Cotia, que se fez conhecidíssima na movimentada Avenida Passos e, ao chegar do Carnaval expondo em suas vitrines os estandartes do Jasmim de Ouro, da Papoula do Japão e de tantos outros ranchos coirmãos, alvoroçava a cidade para sua maior festa. Oferecia-lhe ao mesmo tempo fantasias as mais variadas, e isto às claras no proceder diverso de uma sua similar da rua dos Latoeiros nº 97 que, nos idos de 1854, declarava “aos patuscos de todas as nações” possuir “quarto para vestir e saída particular para não serem vistos do público”.

Entoem pois os carnavalescos da ‘velha guarda’ e mesmo os da geração atual, que ainda alcançaram a centenária Casa da Cotia exibindo máscaras, apregoando lustrosas fazendas para fantasias, igual nênia à que foi pedida pelo poeta em lamento do saudoso armarinho do comendador. Ele também merece ser pranteado pois, embora próspero, foi obrigado a entregar-se à insensível demolição já quase concluída pelas picaretas do progresso indiferentes à tradição e apenas a favor do urbanismo.

(O Jornal, 12/04/1964)

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Fonte: Figuras e Coisas do Carnaval Carioca / Jota Efegê: apresentação de Artur da Távola. —2. ed. — Rio de Janeiro: Funarte, 2007. 326p. :il.
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Adilson Bispo

Adilson Bispo (Adilson Pinheiro Bispo), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8/5/1952. Em 1979 teve gravada, no LP de Almir Guineto Jeito de Amar, sua composição Chantagem (com Zé Roberto).

Em 1984, Beth Carvalho registrou uma composição sua, Coração feliz (c/ Marquinhos PQD e Gérson do Vale), em disco. Dois anos depois, Almir Guineto gravou Conselho (c/ Zé Roberto).

No ano de 1986, Beth Carvalho gravou  Falso reinado (c/ Zé Roberto). No ano de 1987, no LP Perfume de champanhe, Almir Guineto gravou outra composição de sua autoria: Mensagem, em parceria com Zé Roberto;  Agepê incluiu em seu LP Canto pra gente cantar, a música Ilusão e Reinaldo, no disco Aquela imagem, registrou as composições Coisa de amante e Falso rubi, ambas de sua autoria em parceria com Zé Roberto. No ano seguinte, Elza Soares em seu disco Voltei, pela RGE, interpretou Ânsia louca (c/ Zé Roberto).

Em 1989, Zeca Pagodinho incluiu uma das músicas que seria um grande sucesso do cantor, Pinta de lord (c/ Zé Roberto), no disco Boêmio feliz.

Em 2010 comandou a festa em comemoração ao Dia Nacional do Samba, realizada pela UFRJ, no pátio da Reitoria, na Ilha do Fundão. No palco principal também se apresentaram os convidados: Noca da Portela, Dominguinhos do Estácio, Pedrinho da Flor, Adalto Magalha, Chiquinho Vírgula, Elaine Machado, Efson, Riko Dorilêo, Wanderley Monteiro, Anderson Baiaco, Rogerinho Ratatúia e Muleque Xibiu.

Obra

Ânsia louca (c/ Zé Roberto), Chantagem (c/ Zé Roberto), Coisa de amante (c/ Zé Roberto), Conselho (c/ Zé Roberto), Coração feliz (c/ Marquinhos PQD e Gérson do Vale), Falso reinado (c/ Zé Roberto), Falso rubi (c/ Zé Roberto), Ilusão (c/ Zé Roberto), Mensagem (c/ Zé Roberto), Pinta de lord (c/ Zé Roberto).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Terça-feira, Abril 24, 2012

Coelho Netto, o amigo do Carnaval

Coelho Neto
Rancho carnavalesco famoso, o Ameno Resedá teve entre seus admiradores inúmeras figuras importantes e, dentre elas, demonstrando-lhe sempre grande apreço, Henrique Maximiliano Coelho Netto. Em alguns de seus importantes eventos, pois era convidado para todos eles, o consagrado escritor esteve presente, levando também sua família, prestigiando a agremiação e sendo alvo de carinhosas homenagens. Daí o saudoso grêmio do bairro do Catete ter como persona grata, muito mesmo, tão destacado nome de nossas letras.

Nas recordações que agora, ao ensaio do centenário de seu nascimento (21 de fevereiro de 1864), estão sendo escritas em reverência ao Príncipe dos Prosadores, não poderia ser olvidado o carnavalófilo que foi. Exatamente isso que o neologismo faz entender: amigo do Carnaval. Não simples e extremado folião ou carnavalesco desses que, dando seu esforço para o brilhantismo dos festejos de Momo, não o sentem na sua grandeza folclórica. Coelho Netto foi um interessado pelo típico do recreativo momístico procurando nele influir com lições e ensinamentos.

Coelho Netto na ‘jarra’

Fazendo parte da diretoria do Ameno Resedá e sendo amigo de Coelho Netto, Manoel Aarão, independente dos convites que a sociedade sempre enviava ao escritor, encareceu-lhe quanto seria honrosa sua presença. Assim, atendendo ao que lhe era solicitado, e querendo retribuir as reiteradas provas de estima recebidas, compareceu à ‘jarra’ (nome pelo qual era designada a sede do rancho) no dia 17 de fevereiro de 1919. Comemorava-se nessa data o décimo segundo aniversário e então realizar-se-ia o que denominaram um ‘chá-tango’.

Sensibilizados por tão cativante distinção os dirigentes do ‘rancho-escola’ (denominação que lhe foi dada pela crônica carnavalesca) cercaram Coelho Netto e as pessoas de sua família de múltiplas atenções. Mais tarde, jubilosos, faziam inserir no jornalzinho que a agremiação editava uma alentada notícia na qual diziam: “... o nosso presidente de honra, Sr. Maximiano Martins, em breve alocução enalteceu o merecimento honroso...“. E, após descrever com minúcias o que foi a festa, o registro concluía: “... O Dr. Coelho Netto, em arroubos de eloqüência, agradeceu a saudação a si dirigida patenteando em alusivas frases a alegria demonstrada por todo este ameno conjunto".

O desportista e o carnavalófilo

Aficionado dos esportes, principalmente do futebol, em cuja prática no seu querido Fluminense viu brilhar seus filhos, Coelho Netto está sendo relembrado não só como literato, mas, ao mesmo tempo, como desportista. Teve, pois, de um cronista (Geraldo Romualdo da Silva), que forma entre os melhores na especialidade, a classificação de ser “um dos mais vibrantes, liberais e frenéticos defensores dos esportes". Outros jornalistas e escritores que o rememoraram exaltando seu valor literário não deixaram de aludir ao tricolor entusiasta que Coelho Netto foi, capaz, por isso de revoltado, investir contra um ‘juiz ladrão’.

Mas, se o autor de Turbilhão, Inverno em flor e tantos outros livros tinha grande paixão pelos esportes, não menor, embora pouco divulgado, era seu interesse pelas coisas do Carnaval. Disso faz prova o excerto que aqui se junta extraído de um seu artigo no Jornal do Brasil, de 13 de fevereiro de 1923, quando saudava o aparecimento dos ranchos: “... Enfim os ranchos aí estão para estimular os clubes que poderão, querendo, dar uma nova feição ao nosso Carnaval. (...) os foliões dos ranchos mergulham na tradição, digamos no folclore, e trazem à tona, não só a poesia como a música...”.

Nacionalização do Carnaval

Apontado por muitos analistas de sua vultosa obra como helenista, valendo-se em demasia dos símbolos da mitologia, Coelho Netto foi, entretanto, um pugnador pela nacionalização das manifestações carnavalescas. Afirmativa que se faz reproduzindo trecho de uma sua colaboração em A Noite de 23 de fevereiro de 1925, onde, condenando o excesso do aproveitamento de lendas gregas e romanas nos cortejos alegóricos dos chamados ‘grandes clubes’, exclamava decisivo: “... os folcloristas exultaram e entre eles foram dos mais entusiastas Sílvio Romero e Melo Moraes Filho, que até se fizeram corifeus de ranchos, senão para os acompanhar nas ruas, ao menos para inspirar-lhes idéias e ensaiá-los. E os tradicionalistas festejaram a vitória da poesia popular sobre as moxinifadas mitológicas dos grandes préstitos de papelão...

Essa sua pregação para que se desse aos divertimentos dos três dias do reinado de Momo um acentuado e puro cunho nacional e típico, logrou de pronto franca acolhida. Deu-a, justamente, o Ameno Resedá, pois, acatando-a, fez publicar no Jornal do Brasil, de 15 de março de 1924, longa carta que assim tinha início: “Ilustre escritor. — Foi logo após o Carnaval do ano passado que V.S. em interessante crônica inserida num órgão de nossa imprensa, referindo-se às chamadas pequenas sociedades, apelou para o patriotismo das mesmas...”. Prosseguia a missiva apoiando o que Coelho Netto escrevera para ter na sua conclusão a seguinte frase: ”... O Ameno Resedá deliberou apresentar a V.S., com toda a sinceridade, os motivos expostos e uma vez que o seu Carnaval externo foi idealizado e executado sob um ponto de vista patriótico apresentado pelo ilustre escritor, é que tomamos a liberdade de solicitar de V.S. o obséquio de se manifestar a respeito”.

Estima do Resedá e de outros ranchos

Persona (muito) grata do Ameno Resedá, que visitou não só em 1919, mas, outra vez, em 1922, quando o rancho inaugurou sua nova ‘jarra’, na Rua Carvalho de Sá (hoje Rua Gago Coutinho), Coelho Netto tinha da sociedade uma homenagem especial repetida todos os anos. No itinerário de seus vistosos cortejos estava sempre marcada a passagem pela Rua do Rozo a fim de que o escritor, seus familiares e pessoas amigas os vissem antes de rumar à Avenida Central (depois Rio Branco) para o confronto com os coirmãos. Reconhecidos à distinção merecida, todos quantos ali se encontravam aplaudiam calorosamente o préstito e faziam chover sobre seus integrantes densa chuva de confete.

Mas, se o escritor tinha do Ameno Resedá tal estima, graças à aproximação feita por Manoel Aarão, não era apenas o ‘escola’ que o distinguia. Outros ranchos, e eram muitos o que então abrilhantavam o Carnaval, tributavam merecida veneração ao grande vulto de nossas letras.

Isto o constatou o seu filho, Paulo, quando estudante, numa noitada de sábado, entrou em determinado rancho da Rua São Clemente (deve ter sido o Lírio do Amor), e ao pagar o seu ingresso, foi reconhecido por um dos dirigentes que exclamou: “Não senhor! O filho do grande Coelho Netto aqui não paga nada...”.

(O Jornal, 08/03/64)

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Fonte: Figuras e Coisas do Carnaval Carioca / Jota Efegê: apresentação de Artur da Távola. —2. ed. — Rio de Janeiro: Funarte, 2007. 326p. :il.
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Acidente

O grupo Acidente em 1981.

A banda Acidente foi fundada no Rio de Janeiro no ano de 1978 por estudantes de Jornalismo, mas desde 1981, o tecladista, Paulo Malária, começou a produzir discos independentes do grupo. Nos três primeiros discos do Acidente, o estilo era uma união do rock básico, blues, country e pop rock e a formação da banda nesses álbuns eram: Malária (teclado e voz), Hélio 'Scubi' Jenné (guitarra, violão e voz), Guto Rolim (baixo e voz) e Zeca Pereira (bateria, voz).

O grupo obteve sucesso enquanto o cenário indepentende do rock carioca não enfrentou a concorrência dos artistas contratados pelas grandes gravadoras. A partir de 1982, quando os principais selos decidiram investir no rock e formaram catálogos próprios, as bandas indies foram torpedeadas até definharem, uma a uma e em 1987 o grupo original debandou.

Em 1989, Paulo Malária montou o segundo grupo com uma proposta muito diferente do primeiro: fazer um rock instrumental, com influências progressivas. O primeiro álbum da nova fase e último vinil da série, foi o LP Em caso de Acidente...Quebre este Disco, de 1989, e contava com Zunga Ezzaet (Guitarra), Jarbas Loop (baixo) e Bruno Mega (bateria) além de Malária nos teclados. Este Lp obteve notável visibilidade no cenário pop local e estrangeiro.

Quando o Acidente reuniu-se para gravar seu primeiro CD, Bruno Mega havia dado lugar a Mário Costa. O resultado foi o CD Gloomland (1994) que teve a menor tiragem de todos (500 exemplares), tornando-se um item raro da discografia do grupo. Tempo depois, foi a vez de Jarbas Loop deixar o grupo e dedicar-se a sua fé evangélica (atualmente ele é o Pastor Jarbas Lopes), cedendo vez a Ary Menezes. Esse "novo" grupo gravou o CD Farawayers em 1996.

No final da década, Zunga e Ary radicaram-se no exterior. Na mesma época em que Ary voltava ao Brasil, Malária recebeu proposta do selo Rock Symphony para prensar em CD o álbum Quebre Este Disco, acrescido de faixas bônus, que foram gravadas em 2000 pelo trio remanescente Malária, Ary e Mario.

Com a entrada do guitarrista Renato Borges, a banda gravou seu novo CD, Technolorgy, lançado em 2002 pela Rock Symphony e o selo francês Musea. Esse CD é ainda hoje o disco mais conhecido do Acidente e o que tem mais procura nos sites de busca e música online.

No ano seguinte, a mesma formação revisitou o rock básico. Para evitar desgostar o público progressivo que tinham granjeado, gravaram mais este álbum utilizando o pseudônimo "Pega Varetas", projeto exótico que previa uma "franquia de banda" nunca posta em prática.

O mais recente disco do Acidente até o momento, Não Pode Ser Vendido Separadamente, foi lançado no ano de 2007 pela Stolen Records, com a participação de Helio 'Scubi' Jenné e Paulinha Swell.

Discografia

Guerra Civil (1981); Fim do Mundo (1983); Piolho (1985); Em Caso de Acidente... Quebre Este Disco (1990); Gloomland (1994); Farawayers (1996); Quebre Este Disco - Re-release com faixas-bônus (2000); Technolorgy (2002); Pega Varetas / Mêu Páu de Sêbo (2003); Não Pode Ser Vendido Separadamente (2007)

Fontes: Wikipédia; Portal Rock Express 16 Anos.
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Domingo, Abril 22, 2012

Absyntho


Absyntho foi uma banda pop rock, formada no Rio de Janeiro, RJ, em 1982, pelo quinteto Silvinho (voz e vocal), Fernando Sá (guitarra e vocal), Sérgio Diamante (teclado), Walderley Pigliasco (baixo) e Darcy (bateria).

Influenciado pela estética new wave então em voga, em 1983 o grupo lançou seu primeiro compacto, Meu ursinho Blau Blau, cuja canção homônima, de Paulo Massadas e Sérgio Diamante, transformou-se logo em hit, com uma vendagem de 350 mil cópias.

Em 1984, a banda lançou o compacto Palavra Mágica, com a música Balanço do trem, que se tornaria tema de encerramento do programa da Xuxa por muitos anos.

No ano seguinte, foi lançado o primeiro e único LP da Absyntho, intitulado Absyntho.

O grupo foi extinto em 1987 e Silvinho resolveu seguir carreira solo, porém sem sucesso.

Discografia

1983 - Meu Ursinho Blau Blau - BMG Ariola - Compacto simples.
1984 - Palavra Mágica - BMG Ariola - Compacto simples.
1985 - Absyntho - BMG Ariola - LP

Fontes: Wikipédia; www.musicapopular.org.
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